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Artigo: “Você sabia que crenças psicológicas podem prejudicar o autocuidado?”
Data: 14/10/2020

As percepções ou crenças que a mulher tem sobre o câncer de mama, seja ela doente ou saudável, estão relacionadas com suas condutas para a manutenção ou restabelecimento de sua saúde.

 

Uma percepção inadequada sobre a doença pode ocasionar alterações psicológicas, como: ansiedade, depressão e estresse. Por exemplo, mulheres após o diagnóstico de câncer de mama que se submeteram ao tratamento de radioterapia e quimioterapia e tinham percepções mais negativas sobre as consequências da doença experimentavam maiores níveis de angústia, além de mais sintomas físicos e psicológicos.

 

Evidências revelam que a construção social negativa do câncer de mama - como tendo implicações na autoimagem, intenso sofrimento e percepção de que a doença não tem cura eleva as chances da não realização da mamografia. Geralmente, aquelas que passaram pela experiência pessoal deste diagnóstico, possuem uma percepção mais realística e positiva relacionada ao câncer de mama.

 

A atribuição de causa a doença também interfere no estado emocional. Quanto mais controlável a causa do câncer de mama é percebida, maior a autonomia das pacientes no autocuidado e na adesão a tratamentos. É comum que as pessoas atribuam a causa da doença ao estresse ou aspectos do passado não modificáveis como “uma mágoa” ou “uma traição”.  Isso gera uma sobrecarga emocional negativa adicional, uma vez que potencializa o sentimento de impotência e autonomia frente à prevenção e ao tratamento. A atribuição de causa a aspectos emocionais faz com que as mulheres a julguem como um fator externo sobre o qual não possuem controle e, dessa forma, pode comprometer suas condutas de autocuidado. Por isso, é importante esclarecer que a causa do câncer também associa-se a fatores ambientais (ex. tabagismo, sedentarismo, obesidade), passíveis de controle e modificáveis.

 

Neste mesmo sentido, deve-se popularizar a necessidade do rastreio precoce (por meio do autoexame e mamografia) e das medidas preventivas em saúde, como adoção de um estilo de vida saudável, que inclui a prática de atividades físicas, alimentação equilibrada, livre do consumo de tabaco e outras drogas, por exemplo. Muitas mulheres mantém a crença de que “quem procura acha” e deixam de se submeter ao rastreio adequado de possíveis alterações nas mamas e no organismo (incluindo o câncer de colo de útero). Essa percepção distorcida deve ser combatida por meio de campanhas psicoeducativas, que permitem o ajuste destas percepções. As mulheres devem lembrar sempre que “que quem procura, acha a CURA”.

 

Dra. Ana Carolina Peuker

Psicóloga. CEO da Bee Touch, startup de saúde mental. Coordenadora técnica do Programa LegalMente da CAAMS.

 

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Ainda pensando na saúde mental das advogadas e dos advogados, a Caixa de Assistência dos Advogados do Mato Grosso do Sul (CAAMS) está realizando um monitoramento digital de saúde mental da advocacia, que faz parte do programa ‘LegalMente’. O link pode ser acessado aqui: https://www.beepsico.com.br/caams. Participe!

 

Os(as) advogados(as) que responderem ao monitoramento receberão, em tempo real, um “check-up virtual”, com a classificação (sinal verde, amarelo ou vermelho) sobre a saúde mental. Além disso, quem responder estará contribuindo para que as demandas da advocacia sejam identificadas e atendidas. Os dados individuais serão anônimos e sigilosos.


Fonte: Assessoria da CAAMS
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